Júnior do Cartório oficializa candidatura durante convenção

Nos acompanhe em tempo real:
Compartilhe nas redes sociais:
17/09/2020 10h30
0 Comentários

“Cobrei de um político o cumprimento de promessas que o mesmo havia feito junto aos feirantes e chacareiros do entorno de Palmas antes de ser eleito e a resposta que recebi foi: se quiser brigar por isso, se candidate você mesmo”.

A declaração é de Manoel Carlos Monteiro Júnior, conhecido como Júnior do Cartório, justificando, assim, o motivo que o levou a sair dos bastidores da política e se lançar candidato a vereador, na capital tocantinense, pelo Solidariedade. Sua candidatura foi oficializada na noite desta quarta-feira, 16, durante a convenção do partido.

Júnior do Cartório se diz frustrado pelo fato de apoiar e trabalhar para eleger candidatos que, após eleitos, se esquecem dos compromissos feitos com a população. “Estou em Palmas desde o início de sua criação e sempre tive o olhar mais voltado para as questões sociais, então me dediquei a ajudar as pessoas mais carentes, sem nunca pensar em me candidatar a nada”, afirma.  

Entretanto, ele percebeu que precisava mudar sua postura e encarar o desafio de enfrentar ele próprio uma candidatura. “Tenho profundo conhecimento de todos os problemas da cidade e sei que nenhum deles é impossível de resolver”, pondera o candidato.

O candidato afirma que só resolveu se candidatar porque cansou de esperar que os vereadores de Palmas cumprissem os compromissos assumidos nas campanhas. “Falta vontade política, engajamento e interesse em realmente fazer aquilo pelo qual se é eleito, por isso não entendo por que não avançamos, por que estamos estagnados e por que nossa população ainda sofre por causa de coisas básicas, como moradia, transporte e falta de regularização fundiária, por exemplo”, questiona o candidato. 

Perfil

Júnior do Cartório tem uma história parecida com a de muitos moradores de Palmas. Ele deixou sua terra natal, Floriano, no Piauí, e veio para Miracema do Norte, antes da criação do Tocantins, em busca de melhores oportunidades. Depois da criação do Tocantins, ele se mudou para Palmas e foi trabalhar no Tribunal de Justiça.

Após deixar o Tribunal, Júnior foi trabalhar em um cartório, quando seu colega, Emanuel Acaiaba, abriu o Primeiro Tabelionato de Notas da Capital. “Tenho muita gratidão por Acaiaba e sua família, pois os quase 20 anos que passei no cartório mudaram minha vida. Foi lá que fiz grandes amigos, que me acompanham até hoje, e também onde aprendi o valor da solidariedade, que se tornou uma prática na minha vida”, diz.

 

Júnior vem de uma família numerosa, ao todo são 28 irmãos. Tem 49 anos de idade, é casado e pai orgulhoso de três filhas. Suas empreitadas em Palmas também inclui sociedade em bar, na Quadra Arse 61, o Copo Sujo, que foi durante muito tempo o ponto de encontro de jornalistas, artistas e políticos locais.

 

Texto:
Gostou?
  • (0)
  • (0)
Compartilhe:

0 Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
Caracteres restantes: 700
 
  • Nenhum comentário publicado.