Entrega técnica do viveiro de mudas nativas tem presença do governador Mauro Carlesse

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16/10/2020 19h55
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Nesta sexta-feira, 16, foi realizada a entrega técnica do viveiro de mudas nativas fruto da parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e a Universidade Federal do Tocantins (UFT) de Gurupi. Na ocasião, a empresa responsável pela instalação dos equipamentos e montagem do sistema hidráulico fez todos os testes necessários para o início da operacionalização, que será feita pelos técnicos da UFT conforme acertado no Termo de Parceria. O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Renato Jayme, acompanhou a entrega técnica do viveiro, quer contou com a visita do governador Mauro Carlesse.

O governador demonstrou entusiasmo e destacou a importância da ampliação do projeto para preservar a riqueza do bioma com espécies que, inclusive, estão sendo testadas pela universidade para produção de remédios e outras utilidades em fase de teste nos laboratórios da UFT. "É um investimento que deve ser ampliado, porque quando se explora o cerrado de forma sustentável para beneficiar a população, é do nosso interesse. Nós temos interesse e vamos fazer com que isso seja melhor avaliado dentro do Estado, para que possamos conseguir recursos e até novos parceiros para ampliar esses projetos em andamento. Esse projeto é muito importante para mantermos o nosso cerrado", ressaltou o Governador.

Acompanhando o governador, o secretário Renato Jayme destacou a capacidade do viveiro. “A implantação do viveiro é um passo muito importante que está sendo dado pelo Governo do Estado, em parceria com a UFT. Afinal, este será o maior viveiro de mudas nativas do Tocantins, com capacidade de produzir 200 mil mudas por ano. É a consolidação de uma política ambiental que vai resultar na recuperação de nascentes, áreas de preservação e áreas degradadas”, afirmou.

O recurso para a implantação do viveiro foi de R$ 280.000,00 e é originado do Programa de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável – PDRIS.

Tecnologia

Com equipamentos mecanizados, o viveiro possui o que há de mais avançado em tecnologia atualmente. O processo começa numa máquina que mistura o substrato utilizado na fertilização das mudas (terra preta, adubo, esterco curtido e casca de arroz). Em seguida, uma outra máquina preenche os tubetes e, após a semeadura, as mudas são levadas para o berçário, que é coberto com sombrite com sombreamento de 50%, onde ficam por 3 meses na primeira fase.

Na fase seguinte, as mudas passam para a área de rustificação, a pleno sol, por mais 3 meses. Nesta etapa elas enfrentam as mesmas condições climáticas que vão encontrar quando forem para o campo, assim como a irrigação é gradativamente reduzida. Depois de 6 meses, então, a muda está pronta para ser plantada.

O diretor de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Semarh, Aldo Azevedo, explicou a vantagem da utilização dos tubetes de polietileno, que são reutilizáveis. “Os tubetes têm uma vida útil de 20 anos. Após a produção e plantio da muda ele é lavado, esterilizado e reutilizado a cada 6 meses, quando a muda vai a campo”. Aldo destacou ainda que a escolha do tubete evita a utilização dos costumeiros sacos plásticos. “Em 20 anos, evitaremos que cerca de 4 milhões de sacos plásticos sejam descartados, o que levaria em torno de 140 anos para se decompor”, disse.

Já o sistema de irrigação do viveiro, por aspersão, é moderno e pode ser programado por setor por meio de um painel eletrônico.

Sementes

Um convênio com os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBH) do Tocantins está possibilitando a coleta de sementes nativas do cerrado para a produção das mudas no viveiro. Até o momento, mais de 10kg de sementes variadas já estão armazenadas para o plantio em breve.

Os Comitês de Bacia serão os responsáveis, ainda, pelo mapeamento e pela indicação das áreas onde serão plantadas as mudas fornecidas pelo viveiro, e cada um vai receber, em média, de 20 a 30 mil mudas por ano. Dentre as sementes que já estão sendo coletadas estão: Ipê, Angico, Sucupira, Mutamba e a Mirindiba.

A ideia, segundo Aldo, é expandir o modelo da parceria com os comitês para as secretarias municipais de meio ambiente e ainda agricultores familiares que tenham interesse na recuperação de nascentes ou áreas degradadas. “É um projeto abrangente, que envolve a comunidade e distribui responsabilidades. Por isso queremos ampliar não apenas as parcerias, mas também o projeto de construção de novos viveiros em outras regiões do Tocantins”, pontuou o diretor.

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