Pesquisadores da UFT concluem que distanciamento social é a melhor medida não farmacológica contra a contaminação pelo coronavírus

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02/02/2021 18h41
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Pesquisadores do colegiado de Engenharia de Biotecnologia e Bioprocessos, da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Gurupi, publicaram artigo na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical sobre a dinâmica de transmissão do Coronavírus. A pesquisa é assinada por Fabrício Souza Campos, Leandra Cristina Crema-Cruz e Pedro Alexandre da Cruz.

Para acessar o artigo, clique aqui.

No artigo intitulado "Modelagem da dinâmica de transmissão do Coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 em São Paulo, Brasil", os pesquisadores aplicaram um modelo matemático para estimar o aumento do número de casos no estado de São Paulo, Brasil, durante quatro períodos epidêmicos e os 300 dias subsequentes.

Foram usados diferentes modelos de transmissão dinâmica para medir os efeitos das intervenções de distanciamento social, com base em padrões de contato local. Especificamente, um modelo que incorporou várias vias de transmissão e uma classe ambiental que representou a presença do patógeno no ambiente e também considerou o tempo que um indivíduo pode manter uma infecção latente antes de se tornar ativamente infeccioso.

Assim, este modelo permitiu mostrar como a quarentena individual e o monitoramento ativo dos contatos podem influenciar os parâmetros do modelo e alterar a taxa de exposição dos indivíduos suscetíveis aos infectados. O número reprodutivo básico estimado, R0, foi 3,59 (intervalo de confiança de 95% [IC]: 3,48 - 3,72).

De acordo com o resumo do artigo, a previsão dos dados do modelo matemático coincidiu com os dados reais, principalmente quando as medidas de distanciamento social foram respeitadas. "No entanto, a falta de medidas de distanciamento social causou um aumento significativo no número de infectados. Assim, caso as medidas de distanciamento social não sejam respeitadas, estimamos uma diferença de pelo menos 100.000 casos nos próximos 300 dias. Embora a capacidade preditiva desse modelo tenha sido limitada pela precisão dos dados disponíveis, nossos resultados mostraram que o distanciamento social é atualmente a melhor medida não farmacológica".

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