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Fonte: http://jaciarabarros.com.br/noticias-18121-lingua-de-covid-novo-sinal-da-doenca-agora-aparece-na-boca.html

Língua de COVID: novo sinal da doença agora aparece na boca

28/01/2021 16:52:23

Além da perda de olfato e de paladar, uma série de sintomas pode indicar uma infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Por exemplo, os pacientes sintomáticos costumam relatar febre, tosse seca, cansaço e, em casos mais graves, falta de ar e dificuldades respiratórias. Agora, médicos espanhóis apontam para a "língua de COVID-19" como mais uma das características da doença.

Publicado na revista especializada British Journal of Dermatology, o estudo sobre a língua de pacientes diagnosticados com a COVID-19 foi liderado pela dermatologista Almudena Nuño González, do Hospital Universitário La Paz, em Madri, na Espanha.

Nuño González destaca que outros fatores poderiam explicar alguns desses sintomas, como certos medicamentos ou a ventilação com oxigênio, que seca a boca e pode irritar a língua. “Mas a língua despapilada se deve 100% à covid-19, porque não ocorre por nenhuma outra circunstância nem nenhum tratamento”, afirma. “É uma descoberta que pode auxiliar no diagnóstico, como a perda do olfato ou do paladar. São sintomas muito característicos”, acrescenta.

Os dermatologistas também detectaram alterações na pele das palmas das mãos e das solas dos pés em quase 40% dos pacientes, principalmente descamação (25%), pequenas manchas de cor avermelhada ou marrom (15%) e uma sensação de ardência conhecida como eritrodisestesia (7%). Ao todo, quase metade dos doentes analisados na Ifema apresentava sintomas na pele ou na mucosa da boca.

Para o grupo médico, outros fatores poderiam explicar alguns desses sintomas, como medicamentos ou ainda alterações causadas pela ventilação com oxigênio, já que o procedimento seca a boca e pode irritar a língua. “Mas a língua despapilada ["popularmente, chamada de língua de COVID-19"] se deve 100% à COVID-19, porque não ocorre por nenhuma outra circunstância nem nenhum tratamento”, comenta a dermatologista.

“É uma descoberta que pode auxiliar no diagnóstico, como a perda do olfato ou do paladar. São sintomas muito característicos”, explica González sobre o potencial de identificação de casos do coronavírus, a partir dessa característica da doença. Além dessa alteração, é possível associar a infecção com alterações na pele das palmas das mãos e das solas dos pés em quase 40% dos pacientes. Entre essas evidências, destacam-se: descamação (25%); pequenas manchas de cor avermelhada ou marrom (15%); e uma sensação de ardência (7%).

Para acessar o estudo completo, publicado no British Journal of Dermatology, clique aqui.

Fonte: El País