Saúde orienta que cuidados em casa e pátios podem evitar proliferação do mosquito da dengue

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13/05/2021 16h59
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No início desta semana, Agentes de Combate a Endemias (ACE) da Secretaria de Saúde de Palmas (Semus) foram acionados pelos moradores do Setor Universitário, situado nas proximidades do Jardim Aureny IV, para realizar inspeção em alguns imóveis da região. A preocupação das famílias daquele setor é com o aumento de mosquitos Aedes que transmitem dengue, zika e chikungunya nas residências. Em visita aos móveis citados pelos moradores, os agentes encontraram grandes amontoados de pneus, lixos acumulados com recipientes de água parada. Os proprietários foram notificados e receberam um prazo para a retirada de todos os materiais expostos em lugar impróprio.

O caso do Setor Universitário vem se repetindo em outras regiões da Capital, o que acende o alerta da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses de Palmas (UVCZ).  Até o momento, foram notificados 834 casos de dengue, sendo que destes 163 foram confirmados. Para o coordenador da UVCZ, Auriman Cavalcante, os números apontam preocupação e alerta para medidas que a população deve adotar nas suas casas e pátios para evitar a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O coordenador explica que as ações para controle das doenças transmitidas pelo mosquito acontecem durante o ano inteiro, sendo intensificadas durante o período chuvoso. “São realizadas visitas pelos Agentes de Controle de Endemias com o intuito de detectar, remover e/ou eliminar ou tratar possíveis criadouros do Aedes, além disso, os agentes reforçam as orientações aos moradores sobre como evitar a proliferação do vetor no seu imóvel”, lembra o responsável.

De acordo com a equipe da UVCZ, as visitas são realizadas tanto em residências como em terrenos baldios, comércios, escolas, igrejas, dentre outros.  A cada 15 dias, os ACEs percorrem os Pontos Estratégicos (PEs), sendo borracharias, pontos de reciclagem, cemitérios, entre outros da cidade, visto que esses locais são considerados mais favoráveis à proliferação do vetor. “É fundamental a participação de toda a população no controle das doenças transmitidas pelo Aedes, pois somente com a adoção de práticas para a manutenção do ambiente domiciliar preservado da infestação do mosquito é que se pode controlar essas doenças”, orienta. 

Dentro do cronograma de trabalho também acontecem as visitas aos imóveis para aluguel/venda administrados por imobiliárias e visitas em imóveis fechados/abandonados, por meio do ingresso forçado que é amparo legalmente pelo Decreto Municipal 127, de 24 de abril de 2003, Art. 268 do Código Penal Brasileiro.

Vale destacar que as visitas dos agentes aos imóveis seguem todas as recomendações sanitárias em decorrência da Covid-19, entre elas, o uso de máscaras, álcool 70% e luvas de látex quando necessário a realização de tratamento de criadouros com larvicida.

Ciclo de Vida do Mosquito

O mosquito possui um ciclo de vida de aproximadamente 10 dias que pode ser menor dependendo da temperatura e da quantidade de chuvas. Logo, em 10 dias mais ou menos, o mosquito pode passar por toda a metamorfose natural da sua espécie (ovo, larva, pupa e mosquito adulto) até chegar à fase adulta. Nessa fase é que ele pode dispersar as doenças caso esteja infectado. Auriman Cavalcante reforça que a população tem papel crucial para quebrar esse ciclo e evitar a proliferação do vetor, pois quanto maior a infestação do mosquito, mais pessoas podem fica

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